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domingo, 16 de julho de 2017

FUTSAL - O JOGO DAS CRIANÇAS - CÓDIGO ÉTICA DESPORTIVA

Enquadramento
No final do jogo, o exemplo de fary play de ambos os jovens
atletas.Foto:Joaquim Candeias
O futsal é uma modalidade em grande expansão em Portugal e que atrai crianças cada vez mais novas. Este documento pretende adaptar as regras deste jogo às características físicas e intelectuais de crianças entre os 5 e os 8 anos (escalões de Petizes e Traquinas). A ideia é remover muito do fator competição associado a este jogo, deslocando a tónica para o fator diversão, tão relevante nestas idades. Para estas crianças, o futsal é, muitas vezes, o primeiro contacto com uma modalidade desportiva coletiva e, como tal, importa criar um ambiente motivador e divertido que lhes desperte o gosto pelo jogo e as faça querer jogar. Como se consegue isto? Tornando o jogo mais acessível e dinâmico (com menos regras, muitos golos e pouca ênfase nos resultados). 

No final deste documento é ainda apresentado o regulamento para um convívio de mini futsal que deve decorrer durante apenas meio dia (uma manhã ou uma tarde). Este convívio, entre escalões de Petizes e Traquinas (5 e 6 anos e 7 e 8 anos, respetivamente), tem regras específicas simples que pretendem demarcar, de forma clara, a diferença entre a fase da formação e a fase de competição no futsal infantil. Acreditamos que, com as medidas apresentadas neste documento, defendemos as crianças, a modalidade de futsal e o seu futuro

CÓDIGO ÉTICA DESPORTIVA
 O Código de Ética Desportiva é um. documento publicado pela iniciativa governamental PNED (Plano Nacional Ética Desportiva), com o objetivo de tornar acessível a todos os envolvidos na prática desportiva um manual fundamental da ética. O código, dirigido a todos os envolvidos na prática desportiva (treinadores, jogadores, árbitros, juízes, profissionais de saúde, dirigentes, jornalistas, educadores, encarregados de educação, entidades desportivas, empresários, espetadores e adeptos) apresenta uma matriz de bons costumes, boas práticas e um referencial de valores humanos que, pela sua natureza, são inerentes à prática desportiva, nomeadamente: 

. o  respeito pelas regras e pelo adversário, árbitro ou juiz;

. o fair play ou jogo limpo;  

. a tolerância;  

. a amizade;  

. a verdade;  

. a aceitação do resultado;  

. o reconhecimento da dignidade da pessoa humana;

. o saber ser e estar;

 . a persistência

. a disciplina;

 . a socialização;  

. os hábitos de vida saudável;

. a interajuda;

. a responsabilidade;

. a honestidade;

. a humildade;

. a lealdade;

. o respeito pelo corpo;

 . a imparcialidade;

. a cooperação;

. a defesa da inclusão social em todas as vertentes.

O Código dá prioridade absoluta ao fair play, reconhecendo que a sociedade só irá aproveitar plenamente as vantagens potenciais do desporto quando aquele conceito se tornar numa preocupação central. O Código engloba a noção do direito das crianças e dos adolescentes a praticar um desporto e dele tirar satisfação e a noção da responsabilidade das instituições e dos adultos como promotores do fair play e garantes do respeito destes direitos. O mini futsal é um meio privilegiado de divulgação e de incentivo ao cumprimento do Código, pois os pequenos atletas encontram-se numa fase ótima de aprendizagem e a maioria dos adultos intervenientes no jogo são formadores/educadores de crianças. Assim, faz todo o sentido que este código esteja sempre presente neste jogo. O Código está disponível, gratuitamente, no site do PNED (http://www.pned.pt/) e pode ser consultado nos anexos deste documento na sua versão integral e numa versão de leitura fácil adaptada para a FENACERCI.




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